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Abordagem multidisciplinar do doente com sarcopenia

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Diogo Rodrigues¹, Sofia Rodrigues²
1. Centro Hospitalar Universitário de Lisboa Central; 2. Unidade de Saúde Familiar das Descobertas

Justificação e Objetivos: A sarcopenia afeta principalmente os idosos e é responsável por uma diminuição da força muscular à qual se associa um pior status funcional e aumento da mortalidade. Existem diversos fatores responsáveis pelo declínio da massa muscular e da força muscular associados ao envelhecimento, p. ex. inatividade física ou desnutrição. Como a sarcopenia é frequentemente negligenciada, este trabalho pretende dar a conhecer esta patologia, clarificando o seu diagnóstico e terapêutica.

Métodos: Análise de artigos publicados nos últimos 5 anos resultantes da pesquisa dos termos “sarcopenia” e “rehabilitation” nas bases de dados científicas PubMed e Google Scholar.

Resultados: Os sinais de alarme para a identificação dos doentes em risco ou já em sarcopenia, incluem as quedas frequentes, diminuição da velocidade de marcha ou dificuldade em levantar-se de uma cadeira. A estes doentes sugere-se a aplicação de questionários de rastreio, p. ex. SARC-F. Na presença de rastreio positivo deve ser avaliada a força muscular e a condição física do doente. A confirmação do diagnóstico assenta na realização de exames complementares de diagnóstico, p. ex., a densitometria. A classificação da gravidade é dada pela avaliação condição física através de testes de velocidade da marcha. A terapêutica consiste na abordagem combinada entre exercício físico (EF) e nutrição. O EF deve privilegiar treinos de resistência progressiva como primeira linha terapêutica, complementados com treino aeróbio. Os treinos de resistência progressiva incluem exercícios que envolvam grandes grupos musculares em 2 ou mais dias por semana. O treino aeróbio recomendado inclui sessões de 30 a 60 minutos de atividade física moderada (p. ex. marcha ou bicicleta) em 5 dias da semana. O EF deve ser complementado com o aporte diário de 25 a 30 Kcal/Kg/dia, especialmente o proteico de 1,2 a 1,5 g/Kg/dia, distribuído por três refeições.

Conclusões e Discussão: A sarcopenia está associada a uma maior vulnerabilidade e mortalidade dos idosos. Como tal, a identificação de doentes em risco e o diagnóstico deve ser incorporado habitualmente nos Cuidados de Saúde Primários em articulação com a Medicina Física e de Reabilitação e Nutrição. As intervenções terapêuticas na sarcopenia devem privilegiar treino de resistência progressiva, associada a treino aeróbio a par da promoção estilos de vida ativos. Por fim, deve ser assegurado um aporte proteico adequado de forma a otimizar os ganhos obtidos com o EF.

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