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Atividade física na gravidez: que recomendações?

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Diogo Rodrigues¹, Sofia Rodrigues²
1. Centro Hospitalar Universitário de Lisboa Central; 2. Unidade de Saúde Familiar das Descobertas

Justificação e Objetivos: A prática de atividade física (AF) na gravidez está associada à redução do risco de Diabetes Gestacional, menor ganho ponderal na gravidez e diminuição da incidência de incontinência urinária. Adicionalmente, as grávidas passam mais de 50% do dia em atividades sedentárias. Por estes motivos, os médicos devem estar a par das recomendações sobre a prescrição de AF na gravidez e incentivar a prática de AF.

Métodos: Revisão clássica através da pesquisa bibliográfica no Pubmed e outras fontes de medicina baseada na evidência, usando os termos MeSH” Pregnancy” e “Physical activity, de artigos publicados nos últimos 5 anos, em inglês e português.

Resultados: No total foram identificados 13 artigos que fazem referência à frequência, intensidade, duração e tipo de treino (FITT) recomendados. A grávida deve ser sujeita a uma avaliação médica prévia, através de história clínica detalhada que inclua os hábitos e nível prévio de AF. A prescrição deve ser feita de modo individualizado e dinâmico, permitindo adaptações aos diferentes trimestres da gravidez e incluir informações sobre a FITT. Na ausência de complicações, as recomendações de AF na gravidez são consistentes com as recomendações da OMS para adultos saudáveis: ≥150 min/sem de intensidade moderada ou ≥75 min/sem de intensidade vigorosa, através de exercício aeróbio. Devem ainda ser realizados de exercícios de resistência (utilizando peso corporal ou carga inferior a 4,5kg) e de flexibilidade, 3x/sem em dias não consecutivos. Durante a AF não executar a Manobra de Valsava e exercícios na posição supina a partir da 16ª semana de gestação. Os principais sinais de alarme para suspender a AF são: hemorragia vaginal, perda de líquido amniótico e contrações regulares dolorosas.

Discussão e Conclusões: As recomendações para a prática de AF são uniformes entre a bibliografia, o que permite estabelecer uma base comum para a criação de folhetos informativos e planos de AF consoante os níveis prévios de AF das grávidas e que incluam as recomendações FITT, bem como os sinais de alarme. Dado que as grávidas fazem um acompanhamento regular e de proximidade nos Cuidados de Saúde Primários e/ou em Obstetrícia, cada consulta de seguimento constitui uma oportunidade para incentivar a prática de AF e em caso de necessidade encaminhar para especialista em Medicina Desportiva para ajustar o plano de AF. Deste modo pretende-se aumentar a adesão à prática de AF e potenciar os benefícios da mesma na gravidez.

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