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Intervenção breve para a alimentação saudável: hábitos alimentares, doença e características sociodemográficas – que relação?

Protocolo de investigação

Carla Joana dos Santos Samuel de Sousa Fevereiro, Beatriz Palmira Freitas Alcantara, Ana Mafalda Martins de Oliveira Cunha, Cátia Esmeralda Santos Chão, Bernardo Tomás Ferreira, Raquel de Fátima Ferrão Andrade Coelho, Sara da Silveira André

Introdução: Os hábitos alimentares inadequados são o quarto fator de risco modificável que mais contribui para a mortalidade em Portugal. Recentemente foram elaborados documentos de apoio ao aconselhamento breve para a alimentação saudável nos Cuidados de Saúde Primários (CSP), nomeadamente o Questionário Breve de Avaliação de Hábitos Alimentares (QBAHA). Este encontra-se proposto no Programa Nacional para a Promoção da Alimentação Saudável (PNPAS) e apoia a abordagem inicial desta intervenção, contudo existem poucos dados nacionais acerca da sua utilização. Por forma a potenciar a sua aplicação, torna-se relevante avaliar a associação entre os hábitos alimentares assim estimados e a existência de doença, ou Fatores de Risco Cardiovascular (FRCV), bem como de determinantes de saúde sociodemográficos.

Objetivo: Caracterizar os hábitos alimentares calculados pelo QBAHA; estudar a relação entre hábitos alimentares, FRCV e características sociodemográficas, tendo como referência os hábitos alimentares calculados.

Método: Estudo transversal, descritivo-correlacional, utilizando amostra não probabilística de adultos entre os 40 e os 64 anos (mínimo 50 utentes), da Unidade de Saúde Familiar (USF), utilizadores de consulta programada entre janeiro e junho de 2023. Recolha de dados com aplicação do QBAHA, por entrevista, e recolha de variáveis clínicas (índice de massa corporal, diabetes, hipertensão arterial, dislipidemia) e sociodemográficas (idade, género, tipo de família, ocupação, escolaridade, estrato socioeconómico) por consulta do processo clínico. Análise com estatística descritiva (medidas de localização, dispersão e associação).

Discussão: Em Portugal, a alimentação inadequada contribuiu para 7,4% dos anos perdidos de vida saudável. Os CSP são um local privilegiado para identificação deste problema e realização de aconselhamento breve. Pontos fortes do estudo: verificar a aplicabilidade do QBAHA; incentivo à intervenção breve para alimentação saudável.

Limitações: Amostra reduzida e não aleatória de base institucional.

Conclusão: Espera-se aumento do conhecimento acerca dos hábitos alimentares dos utentes da USF calculados pelo QBAHA, bem como observação duma associação destes com doença ou FRCV e características sociodemográficas, semelhante à descrita na literatura. Pretende-se incentivar a aplicação do QBAHA e o aconselhamento breve para alimentação saudável, e contribuir para as boas práticas nos CSP.

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