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Sarcopenia e depressão
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1. Departamento de Psiquiatria e Saúde Mental, Centro Hospitalar Barreiro-Montijo
Objetivo: As perturbações depressivas afetam mais de 300 milhões de adultos mundialmente, tratando-se da principal causa de incapacidade e resultando em quase 1 milhão de mortes por suicídio anualmente. O tratamento mais comum inclui farmacoterapia e psicoterapia que, a longo prazo, podem tornar-se dispendiosas para os sistemas de saúde. Assim sendo, é de extrema importância a identificação de alternativas terapêuticas. Recentemente, tem-se observado uma relação entre sarcopenia e depressão. A sarcopenia é caracterizada por uma redução na massa e força musculares, para a qual o treino de resistência foi descrito como uma modalidade de tratamento eficaz. A presente revisão reúne a mais recente evidência científica relativamente à associação entre sarcopenia e depressão, permitindo conjeturar a implementação do treino de resistência como mais uma eventual arma terapêutica direcionada à depressão.
Metodologia: Revisão não sistemática da literatura nos principais motores de pesquisa científica com as palavras-chave: “sarcopenia”, “muscular strength” e “depression”.
Resultados e Discussão: A literatura parece evidenciar que a sarcopenia se associa positivamente à depressão, mesmo após ajuste para vários confundidores como idade, género, índice de massa corporal, função cognitiva, performance física, tabagismo, consumos etílicos, diabetes mellitus e doenças cardiovasculares. Estes resultados não são surpreendentes, uma vez que ambas as condições aparentam partilhar uma série de fatores de risco. O género apresenta um papel crucial na regulação hormonal e metabolismo muscular, e influencia a prevalência da depressão na população geral. Já o stress crónico e inflamação resultantes da diabetes mellitus parecem estar associados ao aumento do risco de sarcopenia e depressão. Doentes com perturbação depressiva tendem a apresentar inatividade física, que é uma causa comummente conhecida de sarcopenia. No que toca à força muscular, a evidência mais recente é a favor duma associação entre sintomas depressivos e redução da força muscular. Porém, não podemos negligenciar o possível efeito confundidor da atividade física, sendo que níveis superiores de força muscular estarão muito provavelmente relacionados com níveis aumentados de atividade física.
Conclusão: A literatura aponta para que a sarcopenia esteja independentemente associada à depressão, embora sejam necessários mais estudos, a fim de demonstrar uma relação causal entre estas duas condições.