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Aceitabilidade e viabilidade da intervenção OnTRACK para a promoção da atividade física em pessoas com doença pulmonar obstrutiva crónica

Protocolo de estudo

Nuno Morais, Nádia Hipólito, Sofia Flora, Ana Oliveira, Sara Pimenta, Jéssica Gordo, Diogo Pinto, Cândida G. Silva, José Ribeiro, Fernando Silva, Marcelo Brites-Pereira, Ana Sargento, Paula Simões, Dina Brooks, Chris Burtin, Alda Marques, Joana Cruz

Introdução: As estratégias atuais para a promoção de atividade física (AF) em pessoas com doença pulmonar obstrutiva crónica (DPOC) têm mostrado resultados inconsistentes. O uso de plataformas digitais para treino (coaching) de AF tem o potencial de acompanhar remotamente o doente e proporcionar feedback regular sem sobrecarregar os serviços de saúde, podendo alcançar um maior número de doentes. A plataforma digital OnTRACK (ref. POCI-01-0145-FEDER-028446) integra uma aplicação móvel, dirigida a doentes, que intercomunica com uma aplicação web, acessível aos profissionais de saúde, para definir metas individualizadas, monitorizar a progressão da AF e dar feedback motivacional. A OnTRACK foi desenvolvida atendendo às necessidades e expectativas dos utilizadores finais para facilitar a sua adesão a longo prazo, porém nunca foi testada em contexto de prática clínica.

Objetivo: Avaliar a aceitabilidade e viabilidade (clínica e económica) da intervenção OnTRACK na promoção de AF na DPOC.

Métodos: Este é um estudo de métodos mistos. O recrutamento de doentes clinicamente estáveis com DPOC decorrerá durante 2 semanas numa unidade de saúde do Centro. A avaliação inicial incluirá, o estado clínico (e.g., limitação do fluxo aéreo: espirometria, impacto da doença: COPD Assessment Test), desempenho físico (e.g., teste de marcha dos 6 minutos), estadio de mudança (e.g., Questionário de Mudança Comportamental) e AF habitual (acelerómetro Actigraph GT3X+, 7 dias). A média dos dados de AF desses 7 dias servirá de base para estabelecer a meta inicial de AF (passos/dia) através da OnTRACK. Os doentes levarão para casa a aplicação móvel, onde poderão acompanhar a progressão de AF e verificar o (não)cumprimento da meta definida. Semanalmente, receberão um contacto telefónico de um profissional de saúde para definirem a meta da semana seguinte, considerando o nível de autoconfiança do doente [0–10], até um máximo de 10% aumento. Após 6 semanas, os doentes farão uma nova avaliação, que incluirá as medidas da avaliação inicial, um focus group e um questionário de aceitabilidade da intervenção. Serão analisadas taxas de recrutamento e atrito (não-utilização, desistência e motivos), possíveis efeitos adversos (segurança) e custos da intervenção.

Discussão: Os dados da aceitabilidade informarão ajustes necessários à intervenção.

Conclusão: Este estudo permitirá avaliar a viabilidade e aceitabilidade da intervenção OnTRACK, para posterior implementação num estudo randomizado e controlado.

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